Domingo, abandonei a minha mais recente companheira de treinos(que estava sem qualquer dor após os 10 kms...) e fui fazer um longuinho de 15 kms, propus-me fazer a 2ª parte da Meia de S. João das Lampas, mas partindo da Assafora. Sozinho, céu nublado, a chuviscar, a ouvir o concerto da Ana Carolina(recomendo!). Programaço!
Não sei se foi por a prova de Setembro me ter corrido muito mal, estava com uma tendinite na altura(pra variar...), mas este domingo, na Fachada, enganei-me e não virei para a Terrugem. Segui, segui, sem stressar. Dei por mim em frente ao Curral dos Caprinos, onde já cheirava ao prato do dia: Cabrito Assado, às dez da manhã... Decidi que não voltava para trás, segui e Sintra aproximava-se...
Lá apareceu Lourel e virei para onde conhecia em direcção a casa, mas estava a 16 kms de casa. Acabou por não ser um longão de 32 kms pois no caminho passou o meu primo que ia almoçar lá a casa e me ofereceu boleia em S. João. Mas adoro "quase" perder-me numa manhã fresca. A minha única preocupação era o pessoal lá em casa que via a hora de almoço a aproximar-se e eu sem aparecer.
Hoje, voltei à pista onde me lesionei há precisamente 4 semanas. É quase infantil o nervosismo que senti, mas aqui o confesso. Dei bastantes voltas à pista antes de fazer uma um pouco mais próximo do ritmo de uma série, já tinha aquecido bem, e tive medo. Não me soltava. É estranho como uma passada mais rápida nos pode inquietar. Fiz duas voltas a 03m50s de média. Nada aconteceu. Fiz 20 minutos na relva. Tudo ok. Ainda sinto o local do estiramento quando calco forte com um dedo, mas já consigo correr!
Domingo há uma corrida de que gostei muito no ano passado.
Quero corrê-la.
terça-feira, 14 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
4 dias de jogging
E vão quatro! Quatro dias seguidos de corrida ligeira, períodos de 40 ou 50 minutos em que o importante tem sido rolar sobre as pernas, sem olhar para o relógio, sem pensar em provas, só reaprender a correr, tentando não poupar inconscientemente a perna que estava inflamada.
Hoje, já fiz um ou outro quilómetro mais rápido para ver a reacção e não houve dor, mas estava com medo, muito medo que ao acelerar, sentisse aquela maldita picada. Mas não, parece estar a consolidar, mas sem foguetes ainda...
Amanhã, mais 10 kms, com ritmo progressivo.
Hoje, já fiz um ou outro quilómetro mais rápido para ver a reacção e não houve dor, mas estava com medo, muito medo que ao acelerar, sentisse aquela maldita picada. Mas não, parece estar a consolidar, mas sem foguetes ainda...
Amanhã, mais 10 kms, com ritmo progressivo.
domingo, 5 de abril de 2009
Sininhos
Os Sinos foram apenas Sininhos, o esforço foi só um passeio, a lesão não piorou, o que é o principal afinal.
Conheci pessoalmente a Maria, estive a tirar os tempos aos meus colegas de clube e fiz companhia à minha mulher que fez os 6 kms sem caminhar, ao contrário do passado ano.
Amanhã, mais 40 minutos. Devagar.
Conheci pessoalmente a Maria, estive a tirar os tempos aos meus colegas de clube e fiz companhia à minha mulher que fez os 6 kms sem caminhar, ao contrário do passado ano.
Amanhã, mais 40 minutos. Devagar.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Teste chumbado
A má disposição, o mau humor, a irritabilidade estão aí.
Quando me distancio de mim próprio, constato que não ando bem, que falta aquela sensação de cansaço saudável. E quem paga é quem me rodeia(a quem peço desculpa e paciência).
O jogging de 30 minutos na 4ª feira não correu mal, mas não foi bom, tinha uma sensação de desconforto e a nítida sensação de que se acelerasse um pouco, agravaria imediatamente o estiramento.
Estas "frescuras de atleta a sério", como pensarão alguns, as lesões com nomes pomposos(estiramento do tendão não sei quê, que eu pensava que só os jogadores do Benfica é que tinham...) começam a aborrecer-me. Hoje estou melhor, mas já não digo nada...
Novo teste: Domingo, Corrida dos SININHOS, aqueles 5 kms a um ritmo diabólico de 06m30s/km, com a minha querida esposa como lebre.
Este repouso forçado tem-me permitido começar a apaixonar-me(após desafio aliciante lançado por um amigo meu) pela beleza das provas de trilhos, que têm muitas vantagens para corredores com as minhas características: são longas, logo têm um ritmo mais lento( o que é bom para quem tem músculos que sofrem com acelerações, com ritmos muito intensos); têm o contacto com a Natureza e a sensação de aventura que me fascina, quando não se sabe como continua o percurso, ao contrário duma prova de estrada em que vemos e estudamos o percurso todo e têm uma componente fundamental para mim que é o usufruto e a contemplação aliados ao esforço físico.
E cada vez mais penso que é por isso que corro, para ter prazer, esse prazer...
terça-feira, 31 de março de 2009
TESTE
10 dias depois, vou fazer amanhã um jogging de 30 minutos.
A esperança de que o estiramento esteja quase debelado é muita, mas não sei se já estará a inflamação derrrotada. Não dói, mas só saberei quando fizer umas acelerações.
Mas não amanhã.
Tenho de ter calma, Mafra vai ser só em turismo.
Mas custa ficar tantos dias sem sentir o ventinho...
Bons treinos para quem pode.
A esperança de que o estiramento esteja quase debelado é muita, mas não sei se já estará a inflamação derrrotada. Não dói, mas só saberei quando fizer umas acelerações.
Mas não amanhã.
Tenho de ter calma, Mafra vai ser só em turismo.
Mas custa ficar tantos dias sem sentir o ventinho...
Bons treinos para quem pode.
domingo, 22 de março de 2009
Meia Maratona de Lisboa
Era a 4ª meia esta época.
Como já aqui havia escrito, foi seguido um plano de 7 semanas por mim elaborado com base em pesquisa e experiência adquirida. Gosto de estabelecer objectivos por escrito, gosto de me esforçar por alcançá-los, cumpri o plano. Na 3ª feira passada, a fazer séries de 1000m com um amigo, à terceira, senti uma leve picada no músculo posterior da coxa esquerda e parei por precaução. Nos dois dias seguintes limitei-me a rolar, ontem também terminando com umas rectas em que não me doeu nada.
Hoje, aquecimento às 7 da manhã, duche, tudo bem. Aquecimento antes da prova, com umas pequenas acelerações, vontade de correr, tempo fresquinho, tudo a postos. Parti com os meus colegas de clube, forte e animado pois íamos como planeado, a amealhar uma média que nos ia permitir gerir uma quebra mais adiante. Aos 6 kms ia com 24 minutos certinhos, mas sem qualquer sinal de desgaste, estava surpreendido e animado, a começar a imaginar a concretização do 1º objectivo: melhorar a minha melhor marca e a sonhar com a 2º objectivo: baixar da hora e trinta.
Passados 30 segundos, senti uma dor horrível, a consumação da rotura que ameaçava desde 3ª feira.
E foi assim que a ansiedade, a animação, se transformou na maior desilusão da minha curta carreira de corredor de pelotão.
Arrastei-me até Belém, de cabeça baixa, cheio de dores.
Resumindo, nas 4 meias desta época, não fiz nenhuma em boas condições físicas, pos causa desta perna esquerda que até tem andado muito bem.As das pontes então, parece que tenho malapata... Dois anos, duas vezes que correm mal, cada vez pior. Ponderarei seriamente a terceira tentativa!
Mas chega de lamúrias!
Já dormi a sesta, já rasguei o plano, já fiz gelo e bebi uma cerveja ao jantar, a 1ª bebida gaseificada das últimas 7 semanas!
Bons treinos a todos.
Eu ficar-me-ei pelo repouso e anti-inflamatório.
Como já aqui havia escrito, foi seguido um plano de 7 semanas por mim elaborado com base em pesquisa e experiência adquirida. Gosto de estabelecer objectivos por escrito, gosto de me esforçar por alcançá-los, cumpri o plano. Na 3ª feira passada, a fazer séries de 1000m com um amigo, à terceira, senti uma leve picada no músculo posterior da coxa esquerda e parei por precaução. Nos dois dias seguintes limitei-me a rolar, ontem também terminando com umas rectas em que não me doeu nada.
Hoje, aquecimento às 7 da manhã, duche, tudo bem. Aquecimento antes da prova, com umas pequenas acelerações, vontade de correr, tempo fresquinho, tudo a postos. Parti com os meus colegas de clube, forte e animado pois íamos como planeado, a amealhar uma média que nos ia permitir gerir uma quebra mais adiante. Aos 6 kms ia com 24 minutos certinhos, mas sem qualquer sinal de desgaste, estava surpreendido e animado, a começar a imaginar a concretização do 1º objectivo: melhorar a minha melhor marca e a sonhar com a 2º objectivo: baixar da hora e trinta.
Passados 30 segundos, senti uma dor horrível, a consumação da rotura que ameaçava desde 3ª feira.
E foi assim que a ansiedade, a animação, se transformou na maior desilusão da minha curta carreira de corredor de pelotão.
Arrastei-me até Belém, de cabeça baixa, cheio de dores.
Resumindo, nas 4 meias desta época, não fiz nenhuma em boas condições físicas, pos causa desta perna esquerda que até tem andado muito bem.As das pontes então, parece que tenho malapata... Dois anos, duas vezes que correm mal, cada vez pior. Ponderarei seriamente a terceira tentativa!
Mas chega de lamúrias!
Já dormi a sesta, já rasguei o plano, já fiz gelo e bebi uma cerveja ao jantar, a 1ª bebida gaseificada das últimas 7 semanas!
Bons treinos a todos.
Eu ficar-me-ei pelo repouso e anti-inflamatório.
quinta-feira, 19 de março de 2009
PAI
Ser filho único é mau? É bom?
Os "manuais" sociais dizem-nos que não é aconselhável. Consideram que há tipicidades próprias dos filhos únicos.
As especificidades com as quais me identifico são a total dependência emocional que tenho em relação aos meus pais, ao facto da sua boa saúde ser a minha boa saúde, à relação directa entre os seus sorrisos e os meus.
Não tenho tido a sorte suprema que é ter uns pais sempre viçosos, a envelhecer bem e cheios de saúde, com vontade de gozar a vida na plenitude das suas capacidades. Têm tempo, dinheiro, companhia, mas falta-lhes muitas vezes a predisposição necessária, que depressões nervosas inibem. Doença malvada, nada palpável, em que é difícil ajudar. Muito difícil.
A corrida, mais uma vez, tem-me ajudado a limpar a cabeça, a pensar também em mim, pois assim que acabo um treino, fico retemperado para ser outra vez um típico filho único - que ama o seu Pai. Sempre.
P.S. - O plano de 7 semanas para a Meia da Ponte terminou hoje.
Sábado: 30 minutos e alongamentos.
Domingo: o que eu puder e a Natureza deixar...
Objectivo: chegar feliz, mais feliz que à partida.
E que chova bastante!
Os "manuais" sociais dizem-nos que não é aconselhável. Consideram que há tipicidades próprias dos filhos únicos.
As especificidades com as quais me identifico são a total dependência emocional que tenho em relação aos meus pais, ao facto da sua boa saúde ser a minha boa saúde, à relação directa entre os seus sorrisos e os meus.
Não tenho tido a sorte suprema que é ter uns pais sempre viçosos, a envelhecer bem e cheios de saúde, com vontade de gozar a vida na plenitude das suas capacidades. Têm tempo, dinheiro, companhia, mas falta-lhes muitas vezes a predisposição necessária, que depressões nervosas inibem. Doença malvada, nada palpável, em que é difícil ajudar. Muito difícil.
A corrida, mais uma vez, tem-me ajudado a limpar a cabeça, a pensar também em mim, pois assim que acabo um treino, fico retemperado para ser outra vez um típico filho único - que ama o seu Pai. Sempre.
P.S. - O plano de 7 semanas para a Meia da Ponte terminou hoje.
Sábado: 30 minutos e alongamentos.
Domingo: o que eu puder e a Natureza deixar...
Objectivo: chegar feliz, mais feliz que à partida.
E que chova bastante!
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