quarta-feira, 25 de julho de 2012

UMA 2012

Bom dia,
três dias depois desta experiência, ainda não a retirei do meu pensamento e dou por mim a pensar em novas estratégias de a abordar em futuras edições. Ainda cheio de dores musculares, recordo apenas as partes boas e quero muito, como nunca quis noutro tipo de provas, repetir. Aliás, assim que a terminei, se ali estivessem a recolher inscrições para 2013, tê-lo-ia feito!
As cãimbras chegaram aos 38 kms, fortes, muito fortes! Na minha modesta opinião de principiante, foram os primeiros kms, que obrigam as pernas a ir em constante contracção, que fazem com que mais terde se pague o preço. Um preço muito duro, que me impediu de continuar a cadência de corrida lenta que consegui manter, quase até ao fim. Ao contrário de muitos colegas, a mim, as paragens não me fazem bem. Gosto de permanecer a correr, ainda que muito lentamente. Os cinco minutos que parei na Comporta à espera dum companheiro em dificuldades não me fizeram nada bem. Estava a conseguir ir nas pegadas do Fernando Andrade, que passou por mim, calmo e sereno, quando eu ainda decidia, sem me decidir, se deveria ir pela beira da água, se na parte de cima da duna. Decidi ir por onde ele ia, já que ele já fez isto "algumas" vezes... Mas na Comporta, lá parei, por amizade.
Outro portento da Natureza me ajudou, a Analice, do alto dos seus 68 anos, com aquela passada certinha. Um espectáculo!
Vou continuar a reflectir e agradeço ao meu filhinho, que fez com que a prova parecesse mais fácil a partir dos 40 kms, quando o vi chegar perto de mim para me "levar" até à meta!

4 comentários:

Alexandre Duarte disse...

Parabéns João, extensíveis ao Filho. Fazer 3 Kms naquelas condições não é para 'miúdos'. É um sonho que eu tenho, já em parte concretizado na última Maratona de Lisboa, em que corri com o meu os últimos 200mts e fez-me perder uma séries de lugares :-))

Anónimo disse...

Grande João, parecias que ias levado pelo vento e eu a ver-te passar, excelente estreia.
Excelente final, para mim este ano foi mesmo o pior da prova, não ter ali a Vitória.
Abraço,
AAlmeida

Fernando Andrade. disse...

Parabéns João. Obrigado pela referência que me é feita neste bom texto nesta estreia, que é sempre marcante e aguça a vontade de voltar, prevenido com as correcções dos erros agora cometidos.Mas, lá diz o velho princípio da física : "as mesmas causas só produzem os mesmos efeitos, desde que se verifiquem as mesmas circunstâncias" e... para o ano, não sabemos como é que a coisa vai estar.Em termos de temperatura, de piso, de maré, de vento. É esta incerteza, que faz de cada UMA uma prova diferente de si mesma. E isso é cativante.
Com toda a sinceridade, não dei por passar por si. Aliás, fiz a prova praticamente sozinho, embora tenha passado por vários amigos e sido passado por outros. Procurava não fazer grandes alterações de ritmo, pois parecia-me que tinha encontrado aquele que era certo (ainda que a medo). E pronto. Venham outros desafios, João. Parabéns, mais uma vez, por ter desmistificado o papão.

Carlos Lopes disse...

parabéns